
...nós Açorianos, não temos medo que o mar nos alague nem que a terra nos engula, porque é certo que a Terra é curta... e o Tempo mais curto ainda.
sábado, 13 de janeiro de 2007
Anjo

Jamais o teve mulher alguma,
E jamais o há-de ter em mim.
Anjo és, que me domina
Teu ser, o meu ser sem fim;
Em teus braços
Com frenéticos abraços
Me tens apertado, estreito!
Isto que me cai no peito
Que foi? Lágrimas? Escaldou-me...
Queima, abrasa, ulcera...Dou-me,
Dou-me a ti, meu anjo
Que este ardor que me devora
É já fogo de precito,
Fogo eterno…
Anjo és tu ou és mulher?
Acreditar no Mar

Foto by Paulo Freitas
Percorri a úmbria de um eclipse
Que nas vagas não reflectia
Apaguei os olhos e sorri com uma lágrima
Ao abrir, fitei o azul
O azul do céu, do mar e da lua
Ouvi então estremecerem as ondas
E a areia lacrimar
Voltaram os raios lunares,
Voltei ao luar da noite
Húmida e fria
Em que me movo
E te deito.
Meu eterno mar.
Nuno Travanca
Em Ti

Foto by António Matias
No teu sorriso
Encontrei a sinceridade
E na tua presença
Tive a segurança que desejava
No teu conselho
Segui o caminho certo
Dentro dos teus olhos
Vi um novo "eu" reflectido
No brilho da tua face
Encontrei a verdade
No teu abraço
Aprendi o significado de calor humano
No teu beijo
Conheci o amor
E em ti, como um todo...
O que é uma companheira
Não só por um dia ou uma noite
Mas para todo o sempre
Por toda minha vida.
by Lorenzo
para L.
sexta-feira, 12 de janeiro de 2007
É diferente

Foto by Anaga's
O amor vivido intensamente
quinta-feira, 11 de janeiro de 2007
quarta-feira, 20 de dezembro de 2006
Desta Lisboa cidade...saudade
Gosto muito desta cidade...aprendi a gostar ainda mais, ao longo destes quase 5 anos que aqui vivo...mas gosto muito mais de ti.
Por isso depois de passar um mês inteiro contigo, estou de volta à capital e a emoção do regresso não é a mesma.
Há 3 dias que regressei e ainda não fui ver o rio, sentar-me na esplanada do “Piazza di Mare” a ver o Sol descer no horizonte.
Ainda não cheirei a névoa que sobe do rio na madrugada fria.
Ainda não atravessei a ponte nem acelarei na A5, não fui andar de bicicleta para o parque das nações nem sentir o vento no areal do Guincho.
Apesar do frio, os dias estão solarengos e de céu azul, mas ainda não fui caminhar pelas ruas da baixa, tomar café na “Brasileira”, saborear o anonimato no meio da multidão.
Ainda não ouvi crioulo no autocarro nem o pregão da florista da Rua Augusta.
Ainda não senti o calor da castanha assada do Rossio nem o aroma da pastelaria Suiça
Ainda não comi o bife da “Portugália” e nem sequer um pastelito de Belém.
Ainda não desci do Castelo até Alfama, não vi os ciganos do Martim Moniz, nem o ceguinho tocador de harmónia da Praça da Figueira. Não vi os tropas a embarcar em Sta Apolónia, nem os yupies dos ministérios na Praça do Comércio.
Por incrível que pareça ainda não li o DN no café da esquina, nem ouvi os comentários futebolísticos dos reformados que por lá param. Ainda não ouvi o assobio da porteira nem o aspirador da vizinha de cima...
Há 3 dias que estou aqui...mas parece que ainda estou aí, contigo!!!
quarta-feira, 13 de dezembro de 2006
Despedida

até te perderes lá no longe
e soprou-me no rosto o vento
que tudo mata cá dentro,
quando morrer é apenas
enganar o sentimento.
Cerrei os olhos da alma,
e sem querer
deixei a vista a olhar tempo infinito
para o lado onda foste,
na esperança de te ver voltar.
Agora fico sentado sobre o horizonte,
com os pés a balouçar
e esta tristeza triste, serenamente rude,
a persistir ficar em mim
como se alguém cá dentro morresse e outro alguém seguisse vivendo
Sopro de Mar

Foto by Ozgur Ersin
Ao andar no meio do cimento
ouvi um sopro de mar
tão suave e tão longínquo
que julguei estares-me a chamar.
Pensando em ti então,
veio a mim a recordação
de tudo o que vivi à beira mar
e para sempre guardo no meu coração.
Vivo no meio do asfalto
mas a minha alma vive no mar,
aqui só vejo cinzento
mas sinto sempre o sal no ar.
Viajo a toda a hora,
minha alma está sempre aí.
Sonho com alvas gaivotas
sonho em estar ao pé de ti.
O grito do tritão
persegue-me todo dia,
suspira o meu coração
que para aí estar, tudo daria.
dedicado a L.
No Silêncio da Noite

Que me senti levar,
Foi então que tive em mente,
Ser estrela cadente,
Vaguear como duas almas apaixonadas,
Juntas pelo universo,
Libertar-me, das amarras da vida
Sendo livre de navegar pelo mundo,
Sem parte definida
Sem local de chegada
Sem destino escolhido.
Por vezes, procuro-me no luar
Fascina-me o seu olhar
Pergunto-me, se estou a sonhar
Não sei!
Sei apenas, que tenho sempre o luar,
Para me acompanhar!
Intenso Azul

que o teu olhar,
tinha o azul mais intenso
que o céu nunca iria ter.
O céu riu-se de mim
e tornou-se mais azul
de um sublime azul, sem fim.
Mas ao ver o teu olhar
onde vivem prisioneiros
dois olhos de um azul sem par,
o céu entristeceu,
derrotado escureceu
e de nuvens se cobriu
para assim poder chorar.
Torre e Espada
Juntos

Enquanto houver um fascínio
Vento a soprar-nos na cara
E a roupa a tocar na pele
Enquanto houver companhia
Nos avessos do caminho
Podem rasgar-nos a alma
Que há-de sobrar poesia
Enquanto lançarmos sonhos
Com a força da maré
E desvendarmos o mundo
Entre incertezas e fé
E as coisas oscilarem
Ao segredar-se uma jura
Podem rasgar-nos alma
Que há-de sobrar a ternura
Enquanto houver um disparo
Que rompa um silêncio vão
Enquanto o tempo doer
Ao escorregar-nos das mãos
E trocarmos a desculpa
Pela culpa da verdade
Podem rasgar-nos a alma
Que há-de sobrar-nos vontade
Susana Félix
Dedicado a L.
terça-feira, 12 de dezembro de 2006
Se Eu Disser

A vontade de a ter
Os meus olhos vão em frente
Ao azul dessa mulher
Se eu disser que é proibido
Enfrentar o meu destino
Ai se eu disser,
que ando louco... e não é pouco
Só por causa do amor dessa mulher
Se eu disser que dura sempre
A vontade de um olhar
Nasceu tudo tão de repente
Na cidade junto ao mar
Se eu disser...
que nunca me senti assim
entre a espada e a parede
nas alturas da paixão já não há rede
e eu ando louco
segunda-feira, 4 de dezembro de 2006
Enquanto

Foto by Luís Ruivo
Enquanto houver um sorriso
Enquanto houver um fascínio
Vento a soprar-nos na cara
E a roupa a tocar na pele
Enquanto houver companhia
Nos avessos do caminho
Podem rasgar-nos a alma
Que há-de sobrar poesia
Enquanto lançarmos sonhos
Com a força da maré
E desvendarmos o mundo
Entre incertezas e fé
E as coisas oscilarem
Ao segredar-se uma jura
Podem rasgar-nos alma
Que há-de sobrar a ternura
Enquanto houver um disparo
Que rompa um silêncio vão
Enquanto o tempo doer
Ao escorregar-nos das mãos
E trocarmos a desculpa
Pela culpa da verdade
Podem rasgar-nos a alma
Que há-de sobrar-nos vontade
Susana félix
dedicado a L.
Lugar Encantado

Foto by Carla Maio
È um lugar encantado
entre o mundo e a solidão
onde se espreita estrelas
e a vida cabe nas mãos
sento-me em frente ao mar
olho para longe do fim
perdem-se barcos na espuma
não sei é dentro de mim
e fico um pouco mais
gosto de anoiteça aqui
só neste lugar tudo faz sentido
é uma praia onde a noite
me faz lembrar quem eu sou
sem ouvir o que me pedem
sem importar o que dou
antes de todas as mágoas
havia o mesmo luar
só eu cumpri a promessa
de cá voltar
e fico um pouco mais
gosto de anoiteça aqui
só neste lugar tudo faz sentido
Mafalda Veiga
Lisboa ComVida

Foto by Browsered
Lisboa...acolhedora e prazenteira
Te abres em leques de Sonho
em castelos e miradouros
A quem te ama de verdadeLisboa...minha amada
és também acordeão
Nas mãos de um vagabundo
No pico da inspiração...
Lisboa por inventar...
Sadio rosto lusitano...
misturas sangue nas ondas
Quando o Mar te vem lavar...
Carlos Silva
domingo, 3 de dezembro de 2006
Tempestade

segunda-feira, 27 de novembro de 2006
Rosa do Amor

flor que se cheira.
Cheira como um mar,
um mar de estrelas.
Estrelas brilham,
igual ao teu olhar.
Teu olhar reflete,
a beleza do teu sorriso.
Teu sorriso expressa,
o paraíso.
O paraíso é belo,
tal como o amor
que sinto por ti.
Sei que é assim

Autor desconhecido
Eu sei e tu sabes
Já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo te levará de mim.
Eu sei e tu sabes
Que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for nosso.
Por isso meu amor
Não tenhas medo
Que todos os caminhos
Me encaminham para ti.
Assim como o Oceano, só é belo com o luar
Assim como a Canção, só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem, só acontece se chover
Assim como o poeta, só é bem grande se sofrer
Assim como viver sem ter amor, não é viver
Eu não existo sem ti!
adaptado de Vinicius de Morais
dedicado a L.
quinta-feira, 23 de novembro de 2006
Bruma

busco teu corpo,
na fome da indermida nudez de tuas formas,
que em seus túmidos relevos
são meu repasto e minha bilha.
Na bruma rubra,
buscando teu corpo
em ti me encontro.
E contigo parto em noturna cavalgada,
num dorcel de linho e plumas.
Na bruma rubra
busco teu corpo,
na fome de tua alma.
A Casa do Lago

Fajã do Ginjal - S.Jorge
Foto by Rui Vieira
Há uma casa num lugar acastelado
Num ermo deserto e rodeado de pinheiros
Onde morrem as arribas e se inclinam os outeiros
Sobre um lago sombrio prateado
É lá que moram os meus sonhos
barcos antigos abandonados...
Com o lago vão sendo assoreados
em sucessivas camadas de milénios
Os afoitos pescadores que deambulam
Por entre tais sombras quixotescas
Devolvem o limo à fresca terra
Como o lago escurecido a cor das nuvens
Assim devolvo ao lago os meus olhos
Que se espraiam num horizonte enevoado
Ouvindo os cantos de sereias de outrora
Do tempo dos palácios que sonhara
Há segredos ondulantes na maré
Há brisas que desfraldam velas gastas
O Sol arrasta as caravelas
Para um novo milénio de Saudades
Nos tempos das Novas Descobertas
As caravelas são pensamentos à conquista
Da inspiração e da sua fantasia
Da fé e daquilo em que a alma Acredita
A baía da casa dos meus sonhos
É encruzilhada de partida e de regresso
Num lago de cor plúmbea e agreste
Velas brancas vão rendilhando as ondas
Assim partem de novo as Esperanças
Assim regressa o Sol ao Coração
eixo no lago estas lembranças
Que serão limo dos futuros que virão...
Carlos Silva
quarta-feira, 22 de novembro de 2006
Éramos Nós

um corpo e outro,
entregues, envoltos
na noite, faróis
Éramos nós
E então, duas peles
de cores irmãs,
trocavam sabores,
rompiam manhãs
Éramos nós
E então, éramos nós
do tempo esquecidos
de carne ,tecidos,
ardendo, a sós
Éramos nós
E então, artistas que somos,
brincamos de cores, com nossos lençóis
Os pincéis que usamos?
Trouxemos guardados, bem dentro de nós
Éramos nós
E mais nada havia,
na casa vazia,
tão cheia de nós
E o tempo de ir,
se aproximava
e a saudade chegava
precisa, veloz
Éramos nós...
Apaixonado

Foto by Joana Lorça
Quando vi o brilho dos teus olhos
Fiquei surpreendido
Quando toquei nos teus cabelos
Fiquei espantado
Quando beijei os teus lábios
Fiquei encantado
Agora que te olho por todos os lados
Estou loucamente apaixonado.
by Márcio Sousa
dedicado a L.
Começar de Novo

Foto by Ricardo T. Alves
Começar de novo e contar comigo
Vai valer a pena ter amanhecido
Ter-me rebelado, ter-me debatido
Ter-me machucado, ter sobrevivido
Ter virado a mesa, ter-me conhecido
Ter virado o barco, ter-me socorrido.
Começar de novo e só contar comigo
Vai valer a pena ter amanhecido
Vai valer a pena
Começar de novo...
Ivan Lins
terça-feira, 21 de novembro de 2006
Nova Esperança

segunda-feira, 20 de novembro de 2006
Isto Aqui...

Foto by André Coelho
Isso aqui...
é um pouquinho de Brasil
desse Brasil que canta e é feliz,
é também um pouco de uma raça
que não tem medo de fumaça
e não se entrega não
segunda-feira, 6 de novembro de 2006
Aqui deste lado...

Foto by Anticiklone
domingo, 22 de outubro de 2006
Àspera Vida

Foto by Luís Récio
Esta saudade é uma maré que eu sou;
Esta tristeza é já meu mar rolando,
Meu vento levantando-se na voz,
Minha contiguidade separando
Seus bocados inertes e sem área,
Seu percorrido igual em todos os navios,
Seu movente e parado eirado frio
Que se aquece nos reinos de coral
E quer quebrar-se em praias — mas que é delas,
Se não são minhas secas desistências
No inútil desenho de alguns passos?
De onde em onde uma luz — mas nem parece,
De apagada e perdida nos socorros,
De intermitente ao vento que já sou...
Vitorino nemésio
O Nosso Mundo

Foto by Sanatório
O mundo foi criado para
As pessoas que se amam.
Foi criado para aqueles
Que conseguem sentir
O sol e o vento
A acariciar a sua face,
Que conseguem ouvir
A chuva e o cantarolar dos pássaros,
Que conseguem sentir a firmeza da terra e
A frescura da água…
Fazendo de tudo isso
Uma parte da sua própria felicidade.
O mundo foi criado
Para pessoas que se amam…
O mundo foi criado
Para pessoas como nós
dedicado a L.
sábado, 21 de outubro de 2006
Este Amor

Foto by Anticiklone
Este amor…
Não há luz que brilhe
mais que o teu sorriso aberto,
emoção que no peito queima.
Meu coração quer amar
este amor inevitável e doce
que transforma corpo e alma.
Este amor que sinto por ti
invade a minha alma,
muda o meu mundo.
Eu e tu somos um,
somos amigos,
somos queridos.
Tu fazes-me sorrir e,
com a tua maneira
fazes-me pensar
que este amor
é para a vida inteira.
adaptado de Sara Tavares
dedicado a L.
Nós

Foto by Tacca
Nós somos a forma bonita, completa, de se cantar,
nós somos a voz e a palavra que nunca vão acabar
cantando e amando e vivendo,
com toda a vontade que é possível ter.
Nós somos a forma bonita, completa, de se viver,
nós somos o ser extravazado que o nosso sentir nos dá,
o mito complexificado em busca do que não há,
cantando e amando e vivendo,
com toda a verdade que é possível ter.
Nós somos a forma bonita, completa, de viver
e eu canto e quero o que eu canto.
Preciso cantar para encher essa forma
eu sou o que eu canto,
é na voz que eu rebento de mim
alguém completado na vida.
A partir do momento em que a forma bonita
se enche de uma essência qualquer de ser,
somos também a alegria melhor que se inventa.
Se alguém perguntar afinal
o que é que nós somos de tão lindo assim,
a resposta é tão simples
basta olhar para ti e para mim.
adaptado de Mafalda Veiga
dedicado a L.
sexta-feira, 20 de outubro de 2006
Canção da Chuva

Autor desconhecido
Por essa luz que já enche o ar
por essa noite que se demora
e não quer passar.
Por essa voz a chamar no escuro
pela canção que vem do mar
pelas palavras que não procuro
nem quero achar.
Por quem se aproxima sem ruído
de mansinho,
e deixa ao passar
no ar um silêncio, nos sentidos
como um vinho
que me faz lembrar,
antigos cantos proibidos
de se cantar.
Por quem no meu corpo,
os mistérios
mais escondidos
teima em acordar.
Por esses dias que me fugiram
por entre os dedos sem se deter,
como essa chuva a cair na rua sombria e nua,
sem eu saber
talvez só por estarmos sós,
esta noite em nós
insista em nos levar pelo ar.
Pedro Malaquias


















