Nunca fui grande “folião”, mas mesmo assim tenho saudades do Carnaval de há uns anos atrás.
Tenho saudades do baile do Amor da Pátria e dos nossos grupos fantasiados a rigor…nunca ganhámos o prémio mas a competição era engraçada e arranjávamos as mais elaboradas técnicas de contra informação para mantermos a nossa fantasia em máximo sigilo até à grande noite.
A própria constituição dos grupos exigia uma apurada técnica de negociação, onde os elementos do núcleo duro do grupo tentava seduzir outros participantes que pela sua boa disposição ou status fossem uma mais valia para a apresentação desse ano. Chegava a haver um autêntico mercado de transferências.
Tenho saudades do baile do Faial Sport. Era mais ao estilo Carnaval Trapalhão, com fantasias individuais, mas era um ponto alto entrar no pavilhão do clube adversário, para além de que era um baile que nos permitia mais liberdades nas artes do namoro, ao contrário do Amor da Pátria onde costumava ir a maior parte dos pais e amigos dos nossos pais.
Mas do que mais tenho saudades é dos nossos assaltos de Carnaval!
Invariavelmente realizados em garagens, apenas para grupos bem definidos onde quase que era preciso palavra passe para entrar e nunca excedendo as 20 ou 30 pessoas…obviamente que uniformemente e estratégicamente distribuídas pelos dois sexos.
As raparigas levavam os comes e nós os bebes.
A música era criteriosamente seleccionada: os hits da pop dessa altura, algumas músicas de Carnaval e...muitos slows, pois claro, que os pares já se vinham adivinhando há algumas semanas e era nestes assaltos que tudo começava.
...nós Açorianos, não temos medo que o mar nos alague nem que a terra nos engula, porque é certo que a Terra é curta... e o Tempo mais curto ainda.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2006
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2006
À espera

Não se exila o coração, antes de partir
deixá-lo-emos suspenso no alto duma falésia
debruçada para o mar
e ele continuará batendo
aos acordes do vento e das marés
e tão ajustado ao corpo que lhes pertence
que a única distância possível entre eles
será sempre a do tempo que medeia
entre a ausência e o regresso.
Hugo Santos
domingo, 26 de fevereiro de 2006
sábado, 25 de fevereiro de 2006
Sábado de chuva

Foto by MF Coutinho
Hoje o dia amanheceu assim…chuvoso e frio, a apetecer ficar em casa.
Mas é dia de trabalho, Sábado de trabalho…Sábado escuro, frio, chuvoso e de trabalho!
Os Sábados deviam ser sempre dias bonitos, claros e azuis…e nunca se devia trabalhar ao Sábado.
Devíamos sempre passear aos Sábados, jantar fora, ficar até tarde numa esplanada. Ou então andar de bicicleta pela marginal, fazer um piquenique, ir á bola com os amigos e ao cinema com a namorada…o Sábado é o dia ideal para namorar, andar de mão dada por aí, sem pressa, fazer um programa surpresa, um jantar romântico, uma noite de amor…
Mas este Sábado está escuro, chove, faz frio e…estou a trabalhar!!!
Mas é dia de trabalho, Sábado de trabalho…Sábado escuro, frio, chuvoso e de trabalho!
Os Sábados deviam ser sempre dias bonitos, claros e azuis…e nunca se devia trabalhar ao Sábado.
Devíamos sempre passear aos Sábados, jantar fora, ficar até tarde numa esplanada. Ou então andar de bicicleta pela marginal, fazer um piquenique, ir á bola com os amigos e ao cinema com a namorada…o Sábado é o dia ideal para namorar, andar de mão dada por aí, sem pressa, fazer um programa surpresa, um jantar romântico, uma noite de amor…
Mas este Sábado está escuro, chove, faz frio e…estou a trabalhar!!!
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006
terça-feira, 21 de fevereiro de 2006
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006
Há dias assim

Há dias assim…
Não sei se é do tempo chuvoso ou dos dias ainda serem pequenos e escurecer cedo.
Não sei se é por ser segunda feira ou se por ainda ser Fevereiro.
Não sei se é pelas notícias do mundo, atentados, raptos de crianças, doença…
Não sei se é pelo trabalho extra das próximas semanas ou se é pela ausência de alguém…
Mas há dias assim…em que fico triste. Parece que me falta um bocado. Não sei explicar, mas sinto-me sombrio. Parece que toda a fragilidade persiste e o tempo insiste em prolongar este estado.
É nestas alturas que gosto de passear junto do mar, dá-me a sensação de liberdade, parece que flutuo acima de tudo o que existe.
Bom mesmo seria pegar numa prancha e ir velejar, mas isso aqui é tarefa para um dia todo e não dá para ir assim derrepente.
Contento-me em caminhar pela praia deserta, com o vento forte a roçar-me os ossos e a maresia a lamber-me a cara…e logo o horizonte se alarga por todo aquele azul oceânico, o céu fica mais claro e qualquer raio de sol tem outra força.
Todo o ruído terrestre é aniquilado pelo marulhar da ondas e todas as vozes do meu pensamento se calam em reverência ao silêncio ensurdecedor da planície náutica.
É quando me sinto preenchido, apesar de estar só ao pé do mar…e quando volto a casa, venho já purificado.
domingo, 19 de fevereiro de 2006
sábado, 18 de fevereiro de 2006
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006
Dia de chuva

O dia deu em chuvoso.
A manhã, contudo, estava bastante azul.
O dia deu em chuvoso.
Desde manhã eu estava um pouco triste.
Antecipação? Tristeza? Coisa nenhuma?
Não sei…já ao acordar estava triste.
O dia deu em chuvoso
Álvaro de Campos
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006
Boa Vida

Para quem gosta da vida ao ar livre, não pode deixar de dar uma olhadela à maior exposição nacional de náutica, campismo, caravanismo e desportos radicais.
Há sempre boas oportunidades e preços em conta para quem precisa adquirir algum material, desde um simples mosquetão até ao iate topo de gama.
Quem quiser pode também passear por lá apenas para...sonhar um pouquinho.
Até Domingo na FIL Parque das Nações
terça-feira, 14 de fevereiro de 2006
Rosa do Amor
Rosa é flor,
flor que se cheira.
Cheira como um mar,
um mar de estrelas.
Estrelas brilham,
igual ao teu olhar.
Teu olhar reflete,
igual à beleza do teu sorriso.
Teu sorriso expressa,
o paraíso.
O paraíso é belo,
igual ao teu amor.
O teu amor invoca,
a pessoa que sou.
flor que se cheira.
Cheira como um mar,
um mar de estrelas.
Estrelas brilham,
igual ao teu olhar.
Teu olhar reflete,
igual à beleza do teu sorriso.
Teu sorriso expressa,
o paraíso.
O paraíso é belo,
igual ao teu amor.
O teu amor invoca,
a pessoa que sou.
Bruno Santos
Encontro á Beira Mar

Espero-te em manhã dourada
Quando a brisa ainda fria
Dissipa-se calmamente
Com os primeiros raios de sol
Caminho pela areia da praia
Ondas beijam-me os pés
Embaladas pelo vento
O meu sonho renasce
Azul tal qual o infinito
Tal qual as ondas
Para as quais não há repouso
Dia e noite meu pensamento
Não se cansa de ti
Espero que me encontres
Pois sinto-te perto
Como o vento que brinca
Solto no meu cabelo
Sinto teu cheiro no mar
E num profundo suspiro
Fecho os meus olhos
E esboço o teu rosto sereno
Tua imagem está emoldurada
Pelas mais doces lembranças
E a minha vida renasce à tua espera
Fazendo-se em versos na poesia do mar
Cláudia Azevedo
A Liturgia do Sangue

Caminharemos de olhos deslumbrados
E braços estendidos
E nos lábios incertos levaremos
O gosto a sol e a sangue dos sentidos.
Onde estivermos, há-de estar o vento
Cortado de perfumes e gemidos.
Onde vivermos, há-de ser o templo
Dos nossos jovens dentes devorando
Os frutos proibidos.
No ritual do Verão descobriremos
O segredo dos Deuses interditos
E marcados na testa exaltaremos
Estátuas de heróis castrados e malditos.
José Carlos Ary dos Santos
Ainda que mal...

Foto by Walmir Piva
Ainda que mal pergunte,
ainda que mal respondas;
ainda que mal te entenda,
ainda que mal repitas;
ainda que mal insista,
ainda que mal desculpes;
ainda que mal me exprima,
ainda que mal me julgues;
ainda que mal me mostre,
ainda que mal me vejas;
ainda que mal te encare,
ainda que mal te furtes;
ainda que mal te siga,
ainda que mal te voltes;
ainda que mal te ame,
ainda que mal o saibas;
ainda que mal te agarre,
ainda que mal te mates;
ainda assim te pergunto
e me queimando em teu seio,
me salvo e me dano: amor.
Carlos Drummond de Andrade
Da primeira vez

Da primeira vez
Que os nossos olhos se cruzaram,
O meu coração bateu com nunca tinha batido.
Da primeira vez
Que falámos um com o outro,
Fiquei mais corado que nunca.
Da primeira vez
Que nos tocámos,
O teu calor espalhou-se por todo o meu corpo.
Da primeira vez
Que as nossas mãos se abraçaram em silêncio,
Queria gritar: “Beija-me!!!”.
Da primeira vez
Que os nossos lábios se tocaram,
Disse,
Em silêncio,
Que te amava.
Da primeira vez
Que os nossos corpos se juntaram como um só,
Queria nunca perder aquele momento.
Katarina
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006
Força 7
Começa aqui um novo espaço dedicado a uma das minhas paixões...a vela.
Embora nunca tenha praticado com regularidade proporcional ao desejo, quer por contingências estudantis e profissionais, quer pelo "nomadismo" em que tenho vivido na última década, o que é certo é que desde que me conheço que tenho um fascínio pela vela náutica, nas suas várias vertentes.
Se bem que apenas com conhecimentos rudimentares dos tempos de Optimist e Vaurien, tento manter-me minimamente a par da informação náutica, com especial interesse nas grandes regatas internacionais.
É nessa linha que começo este espaço dedicado ás imagens fabulosas que a tríade natureza, homem, tecnologia, nos proporcionam no domínio do vento e do mar.
domingo, 12 de fevereiro de 2006
Recordação

Sentei-me
apoiei meus braços
e olhei em frente
vi a cor doirada do sol poente
gaivotas brancas
tristes
levantam vôo
poisam sobre as águas
falam-me de ti
em soluços de água
rebentando em mim
e a imensidão da areia
como a minha ideia
não tem cor
nem fim!...
Maria Beatriz dos Santos Ferreira
sábado, 11 de fevereiro de 2006
A Idade do Céu
Não somos mais
que uma gota de luz
uma estrela que cai
uma fagulha tão só
na idade do céu.
Não somos o que queríamos ser
somos um breve pulsar
num silêncio antigo
com a idade do céu.
Calma
tudo está em calma
deixa que o beijo dure
deixa que o tempo cure
deixa que a alma
tenha a mesma idade
que a idade do céu.
Não somos mais
que um punhado de mar
uma piada de Deus
ou um capricho do Sol
Jorge Drexler
que uma gota de luz
uma estrela que cai
uma fagulha tão só
na idade do céu.
Não somos o que queríamos ser
somos um breve pulsar
num silêncio antigo
com a idade do céu.
Calma
tudo está em calma
deixa que o beijo dure
deixa que o tempo cure
deixa que a alma
tenha a mesma idade
que a idade do céu.
Não somos mais
que um punhado de mar
uma piada de Deus
ou um capricho do Sol
Jorge Drexler
PowerPlay

Fantástica selecção de temas, cantados ao vivo pela voz feminina mais poderosa do brasil, em comunhão com um excelente cartel de cantores, onde se incluem nomes como Martinho da Vila, Ivan Lins, Milton Nascimento e Zélia Duncan entre outros.
Um disco incontornável
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006
Aqui me tens

Foto by Marília
Vim por um caminho de azáleas e rododendros.
Aguardo agora, nesta varanda voltada para o mar,
a sentença dos ventos e da luz.
Terra, Terra Nostra. Mater chão de exílio,
sitiado coração de brumas e nevoeiros,
aqui me tens.
Disponível para o silêncio e para o fogo,
a água e a luz, o vento e a memória.
Disponível para o assombramento e a solidão.
Hugo Santos
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006
Vaidosa

Dizem que tu és pura como um lírio
E mais fria e insensível que o granito,
E que eu que passo aí por favorito
Vivo louco de dor e de martírio..
Contam que tens um modo altivo e sério,
Que és muito desdenhosa e presumida,
E que o maior prazer da tua vida,
Seria acompanhar-me ao cemitério.
Chamam-te a bela imperatriz das fátuas,
A déspota, a fatal, o figurino,
E afirmam que és um molde alabastrino,
E não tens coração como as estátuas.
E narram o cruel martirológio
Dos que são teus, ó corpo sem defeito,
E julgam que é monótono o teu peito
Como o bater cadente dum relógio.
Porém eu sei que tu, que como um ópio
Me matas, me desvairas e adormeces,
És tão loira e doirada como as messes,
E possuis muito amor... muito amor próprio.
Cesário Verde
domingo, 5 de fevereiro de 2006
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